Por Betiza Cota
Quando o invisível sempre esteve presente
Alguns caminhos parecem começar muito antes de tomarmos consciência deles.
Minha jornada na terapia energética não começou com uma formação ou com uma decisão planejada. Começou ainda na infância, quando eu vivenciava situações que não sabia explicar e percebia aspectos da realidade que, para mim, pareciam pertencer a um mundo além do que era visível.
Naquela época, eu não tinha palavras para definir essas experiências. Elas simplesmente faziam parte da minha percepção do mundo.
Com o passar dos anos, porém, aprendi a guardar muitas dessas experiências para mim. Somente muito mais tarde, depois de estudar diferentes caminhos espirituais e conhecer diversas práticas, comecei a olhar para aquela menina com outros olhos.
Hoje compreendo minha trajetória como um processo de descoberta, questionamento e autoconhecimento.
Este artigo é sobre essa caminhada: da criança sensível que não entendia aquilo que vivenciava à mulher que encontrou, nas terapias energéticas e holísticas, uma forma de aprofundar seu próprio processo de desenvolvimento e também acolher outras pessoas em suas jornadas.
A infância e um despertar silencioso
Cresci em um ambiente no qual a espiritualidade tinha um lugar importante, mas dentro de uma perspectiva bastante específica.
Meu pai era evangélico e me levou à Igreja Adventista. Frequentei a igreja e, durante um período, procurei compreender o mundo a partir dos ensinamentos que recebia.
Ao mesmo tempo, existia dentro de mim uma sensação de que havia perguntas para as quais eu ainda não tinha respostas.
As experiências que eu vivenciava nem sempre encontravam espaço nas explicações que conhecia. Por isso, durante muito tempo, preferi guardar algumas delas em silêncio.
Hoje, olhando para trás, não considero esse período um erro ou algo que precisasse ser apagado da minha história.
A religião fez parte da minha formação e me trouxe valores, disciplina, fé e reflexões importantes.
Com o tempo, entretanto, percebi que precisava conhecer outras perspectivas e construir minha própria compreensão sobre espiritualidade e sobre mim mesma.
Foi quando começou uma busca que me acompanharia por muitos anos.
Os livros que abriram novas portas
Na adolescência e na vida adulta, comecei a me interessar por diferentes religiões, filosofias e perspectivas sobre espiritualidade.
Uma das leituras que marcou esse processo foi O Código Da Vinci, de Dan Brown.
Mais do que as questões abordadas no livro, o que me marcou foi o convite ao questionamento.
Comecei a perceber que questionar aquilo que aprendemos não significa necessariamente rejeitar tudo. Às vezes, significa simplesmente ampliar o olhar.
Depois vieram os livros de Zíbia Gasparetto, que me aproximaram de temas como espiritualidade, karma, relações, evolução e experiências além da dimensão material.
Essas leituras me ajudaram a encontrar palavras para perguntas que já existiam dentro de mim.
E, pouco a pouco, comecei a compreender que minha busca não era por uma única resposta.
Era por significado.
2012: quando minhas experiências ganharam novas referências
Em 2012, algumas experiências espirituais se intensificaram.
Meu companheiro começou a relatar sonhos muito marcantes com diferentes entidades e nomes. Eu pesquisava sobre aquilo que ele contava e, algumas vezes, encontrava referências que coincidiam com os nomes mencionados nos sonhos.
Essas coincidências despertaram ainda mais minha curiosidade.
Foi nesse período que conhecemos estudos e conteúdos relacionados à Fraternidade Branca, e comecei a me aprofundar em diferentes linhas da espiritualidade.
Entre as figuras espirituais com as quais passei a estabelecer uma relação de devoção e significado estavam Arcanjo Miguel e Mãe Maria.
Independentemente da forma como cada pessoa compreende essas figuras, para mim elas passaram a representar referências importantes de proteção, fé, força e conexão espiritual.
Minha busca continuava se expandindo.
Pessoas que ampliaram meu caminho
Nenhuma jornada de descoberta acontece completamente sozinha.
Ao longo dos anos, encontrei pessoas, autores e ensinamentos que chegaram em momentos importantes da minha vida.
Uma dessas pessoas foi Vilma Capuano, cujos conteúdos despertaram em mim muitas reflexões.
Foi também por meio de um de seus conteúdos que reencontrei Christine Day, alguém que eu já conhecia, mas com quem ainda não havia estabelecido uma conexão significativa.
Anos depois, em 2023, voltei a me aproximar de seus ensinamentos e dos conteúdos relacionados aos pleiadianos.
Para mim, esse reencontro foi significativo porque aconteceu em um momento diferente da minha vida. Algumas coisas que antes não despertavam nada em mim passaram a fazer sentido dentro da minha busca espiritual.
Isso me ensinou uma coisa importante:
nem tudo precisa acontecer imediatamente.
Às vezes, algo cruza nosso caminho muito antes de estarmos prontas para compreendê-lo.
Tameana: quando encontrei uma linguagem para minha prática

Foi nesse período de descobertas que conheci a Tameana.
A conexão foi imediata.
A proposta de trabalhar com cristais de quartzo, símbolos e práticas vibracionais encontrou um espaço especial dentro da minha trajetória.
Para mim, a Tameana passou a oferecer uma linguagem prática para trabalhar aquilo que eu já vinha buscando compreender havia muitos anos.
Foi também durante esse processo que comecei a me reconhecer verdadeiramente como terapeuta energética.
Antes de pensar em atender outras pessoas, precisei olhar para mim mesma, experimentar, estudar, observar e compreender como eu me relacionava com essas práticas.
Aos poucos, fui percebendo que meu trabalho não precisava ser sobre ter todas as respostas.
Poderia ser sobre criar um espaço de acolhimento, presença e cuidado, no qual cada pessoa pudesse olhar para si mesma com mais atenção.
Fonte da Vida e a expansão da minha prática

Depois da Tameana, continuei buscando conhecimento e novas experiências.
Foi assim que cheguei à formação em Fonte da Vida.
Essa experiência trouxe novos aprendizados e ampliou minha percepção sobre as práticas energéticas.
Cada formação que fiz foi acrescentando uma nova perspectiva à minha caminhada.
Não vejo esse processo como uma coleção de técnicas ou certificados.
Vejo como uma forma de aprofundar minha própria experiência e desenvolver, pouco a pouco, uma maneira de trabalhar que tenha coerência com aquilo em que acredito.
Para mim, estudar terapias energéticas também significa desenvolver presença, escuta e responsabilidade.
Mesa Radiônica de Fluxo Imediato

Mais recentemente, conheci a Mesa Radiônica de Fluxo Imediato.
Foi outra etapa importante da minha formação.
A Mesa passou a fazer parte do meu repertório de práticas energéticas e me trouxe novas possibilidades de trabalhar questões relacionadas ao equilíbrio, harmonização e intenção dentro da perspectiva da radiestesia e das terapias energéticas.
Assim como acontece com as outras práticas que utilizo, considero importante compreender que esse trabalho está inserido no campo das terapias integrativas e complementares.
Meu objetivo não é substituir cuidados médicos, psicológicos ou outros acompanhamentos profissionais.
Quando necessário, esses cuidados devem continuar fazendo parte da vida da pessoa.
As práticas energéticas entram, para mim, como uma possibilidade complementar de autocuidado, reflexão e conexão consigo mesma.
O que significa ser terapeuta energética para mim
Hoje, quando penso na palavra terapeuta, não penso apenas em técnicas.
Penso em presença.
Penso em escuta.
Penso em acolhimento.
E penso também na responsabilidade de respeitar a individualidade de cada pessoa.
Minha trajetória espiritual é parte importante de quem sou, mas não acredito que exista um único caminho que sirva para todos.
Cada pessoa possui sua própria história, suas crenças, suas experiências e seu tempo.
Por isso, meu trabalho busca oferecer um espaço no qual a pessoa possa se voltar para si, desacelerar e perceber aquilo que talvez estivesse sendo deixado de lado no cotidiano.
As práticas que estudo e ofereço fazem parte dessa visão de cuidado energético e autoconhecimento.
O que aprendi nessa transição
Se pudesse resumir minha caminhada até aqui, algumas lições se destacariam.
1. Nem tudo precisa ser compreendido imediatamente
Existem experiências que só conseguimos interpretar depois de algum tempo.
O que eu vivenciei na infância só ganhou novos significados quando adulta.
2. Questionar também pode ser uma forma de crescer
Minha busca espiritual não aconteceu porque encontrei todas as respostas.
Aconteceu porque aprendi a fazer novas perguntas.
3. Cada pessoa tem seu próprio tempo
Algumas pessoas chegam a determinados conhecimentos muito cedo. Outras precisam de anos.
Não existe uma única idade ou momento certo para começar a olhar para dentro.
4. Formação é também experiência
Para mim, estudar uma prática não significa apenas aprender uma técnica.
É também experimentar, observar, refletir e compreender como aquela prática se encaixa na minha maneira de cuidar.
5. O autoconhecimento começa em nós
Antes de oferecer qualquer prática a outra pessoa, existe um caminho pessoal de aprendizado.
Foi assim comigo.
Continuo aprendendo, observando e me conhecendo.
E acredito que esse processo nunca termina.
Talvez você também esteja vivendo uma transição
Talvez você tenha chegado até aqui porque também sente que alguma coisa dentro de você está mudando.
Talvez esteja buscando compreender melhor sua sensibilidade.
Talvez esteja conhecendo agora o universo das terapias energéticas.
Ou talvez simplesmente esteja percebendo que precisa reservar mais espaço para si mesma.
Não é necessário ter todas as respostas para começar a se observar.
Às vezes, o primeiro passo é simplesmente fazer uma pergunta:
Como eu estou, de verdade?
A partir dessa pergunta, muitas outras podem surgir.
E cada pessoa encontrará seu próprio caminho para respondê-las.
Minha jornada continua
Quando olho para trás, vejo que minha história foi construída por muitas etapas.
A criança que vivenciava experiências que não sabia explicar.
A menina que tentou compreender a espiritualidade dentro das referências que conhecia.
A mulher que começou a questionar.
A leitora que buscou novas perspectivas.
A pessoa que encontrou a Tameana.
A estudante que se aprofundou em Fonte da Vida e na Mesa Radiônica de Fluxo Imediato.
Todas essas versões de mim continuam fazendo parte de quem sou hoje.
Minha jornada como terapeuta energética não é uma história sobre ter chegado a um destino final.
É uma história sobre continuar aprendendo.
Continuar me conhecendo.
Continuar ampliando minha percepção.
E, principalmente, oferecer às pessoas que chegam até mim um espaço de acolhimento e cuidado dentro daquilo que estudo e pratico.
Se alguma parte dessa história despertou uma lembrança, uma pergunta ou simplesmente curiosidade em você, talvez esse seja um bom momento para olhar com mais carinho para a sua própria trajetória.
Porque, muitas vezes, o caminho começa justamente assim:
com uma pergunta que nasce dentro da gente.
Com gratidão e luz,
Betiza Cota
Terapeuta Energética e Holística
